ARTE ACOLHE MÃES QUE ENFRENTAM A ESPERA EM HOSPITAL INFANTIL
Arte acolhe mães que enfrentam a espera em Hospital Infantil
Projeto Medicando Alegria leva acolhimento, arte e leveza às famílias, com atenção especial às mães no mês de maio
No ambiente hospitalar, onde o tempo costuma ser marcado pela espera, pela apreensão e pelo cansaço, iniciativas de acolhimento ganham um significado ainda mais profundo. No Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, o projeto Medicando Alegria tem se consolidado como um suporte essencial para crianças e familiares que enfrentam momentos delicados de saúde, especialmente para as mães, que, na maioria das vezes, acompanham de perto toda a jornada.
Realizado sempre às segundas, quartas e sextas-feiras pela manhã, o projeto leva histórias, intervenções teatrais e música ao ambiente hospitalar. A proposta é simples, mas que transforma a espera em um momento mais leve, humano e acolhedor.
No mês de maio, quando se celebra o Dia das Mães, o projeto ganha ainda mais significado ao dialogar com o tema do cuidado. Assim como as mães dedicam atenção, proteção e afeto aos filhos, o Medicando Alegria se propõe a cuidar dessas famílias em um contexto de vulnerabilidade.
A diretora-geral do hospital, Karina Chiquitti, destaca que o impacto vai além das crianças. “Quando a gente cuida das crianças, a gente também cuida das mães. E as mães que estão aqui são exemplos de força, de dedicação, de persistência e de muita resiliência. O projeto Medicando Alegria não cuida apenas das nossas crianças, ele cuida das famílias como um todo.”
Fato é que muitas das famílias atendidas no hospital vêm de diferentes regiões do Paraná, enfrentando longas viagens e mudanças bruscas na rotina. Nesse contexto, o ambiente hospitalar pode se tornar ainda mais desafiador, sobretudo para as crianças.
Para a colaboradora Francine Castagnolli, que atua no agendamento cirúrgico, o projeto exerce um papel importante no acolhimento. “Eles chegam muito agoniados ao hospital, e o projeto acolhe, acalma as crianças, faz com que elas se revelem, se mostrem. Isso ajuda muito no convívio e torna o dia mais leve”, relata.
Essa percepção também é compartilhada pelas mães. A mãe Juliane de Oliveira, moradora da cidade de Santa Helena e que esteve no hospital pela terceira vez com a pequena Antoniele, teve o primeiro contato com o projeto durante a visita. “O projeto ajuda a cuidar das crianças. Assim como os pais, o projeto também tem uma dedicação imensa. A gente não se preocupa tanto quando eles estão se divertindo”, afirma.Leveza que impacta mães e filhos
Para muitas mães, a experiência no hospital é marcada pela tensão, tanto pelo diagnóstico quanto pela necessidade de manter os filhos tranquilos durante a espera. Nesse cenário, iniciativas lúdicas contribuem diretamente para o bem-estar emocional.
Suelen Veraldi, mãe do pequeno Francisco, de 02 anos, de Laranjeiras do Sul, ressalta o diferencial da ação. “O ambiente hospitalar já é mais pesado, a criança vem com medo. Então, quando tem brincadeira, cantoria, isso traz leveza. É algo que deixa a criança mais feliz e alivia também para a mãe”, diz.
Já Valéria Almeida, mãe de Vitória e moradora de Cianorte, reforça a importância do projeto especialmente para quem enfrenta o hospital pela primeira vez. “Cada criança tem algo especial para tratar, e isso acaba sendo difícil. O projeto dá uma aliviada na mãe e na criança também. É um cuidado”, resume.
Como parte da programação especial de maio, o Medicando Alegria passou a trabalhar a história Macaco Danado, que narra a trajetória de um filhote que se perde da mãe e conta com a ajuda de uma amiga para reencontrá-la. A escolha reforça simbolicamente o vínculo entre mães e filhos, especialmente em um ambiente onde esse laço se torna ainda mais evidente.
“Entre consultas, exames e expectativas, o projeto cria pequenas pausas de respiro. São momentos em que as crianças podem brincar, rir e, por alguns instantes, se afastar da tensão do ambiente hospitalar, enquanto as mães, ainda que brevemente, encontram espaço para relaxar, essa é a nossa principal missão”, finaliza o idealizador do projeto, Toto Lopes.
O projeto Medicando Alegria é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Caterpillar, Cimento Itambé e realização de Toto Lopes, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Foto: Lucas Rachinski.

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