BIENAL DE CURITIBA OCUPA O MuMA COM EXPOSIÇÕES GRATUITAS QUE CONECTAM ARTE,TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Bienal de Curitiba ocupa o MuMA com exposições gratuitas

Equipamento cultural da Prefeitura de Curitiba recebe quatro exposições da 16ª Bienal Internacional de Curitiba; videoartes também serão exibidas nos ônibus urbanos da capital a partir da próxima semana

Curitiba, junho de 2026 | A arte contemporânea tem a capacidade de transformar a forma como percebemos o mundo. A partir do dia 13 de junho, ela também convida o público a desacelerar. Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, o Museu Municipal de Arte (MuMA) recebe uma ocupação inédita com quatro exposições de artistas brasileiros e internacionais que investigam algumas das questões mais urgentes do nosso tempo: a aceleração da vida, as transformações ambientais, a inteligência artificial, os fluxos de dados e as novas formas de habitar o planeta.

Instalado no complexo do Portão Cultural, um dos principais equipamentos culturais da Prefeitura de Curitiba, o MuMA oferecerá ao público, de forma gratuita, quatro exposições que ocupam simultaneamente diferentes salas e estabelecem diálogos entre arte digital, videoarte, fotografia, instalações e experiências imersivas, reunindo artistas de diversas partes do Brasil e do mundo. 

Uma das mostras centrais da ocupação é "Pequenos Resets", com curadoria de Flávio Carvalho. A exposição parte de uma reflexão sobre a necessidade de criar pausas em uma sociedade marcada pela velocidade e pelo excesso de estímulos. A inspiração para a curadoria nasceu de uma experiência pessoal do próprio curador. "Passei por um burnout que me obrigou a parar e repensar a relação com o tempo. Percebi que, muitas vezes, não precisamos de grandes rupturas, mas de pequenos resets capazes de reorganizar nossa percepção do mundo. A arte pode ser esse intervalo necessário", afirma Flávio Carvalho.

A mostra dialoga com o pensamento do sociólogo alemão Hartmut Rosa sobre aceleração social e ressonância, reunindo artistas do Brasil e do exterior que investigam tanto as consequências quanto as possibilidades desse ritmo contemporâneo. Participam da exposição Perfect L00p, RJ, Estelle Flores, Strangepeo, Marcelo Pinel, Sean McGuirk, 0nastiia, Franco Palioff e Tec Fase.

A proposta curatorial extrapola os limites do museu. As videoartes de "Pequenos Resets" também poderão ser vistas diariamente nas telas dos ônibus urbanos de Curitiba, a partir do dia 16 de junho (terça), ampliando a experiência artística para o espaço público e transformando o deslocamento cotidiano em uma oportunidade de encontro com a arte contemporânea. Serão 1040 telas dos 600 ônibus de Curitiba e Região Metropolitana e mais 184 telas de 4 terminais de Curitiba.

Também com curadoria de Flávio Carvalho, a exposição "Dados Danos Desterro" propõe uma reflexão sobre a relação entre humanidade e natureza em um momento de crise climática global. A partir dos trabalhos de Diego de Lara, Vinicius Ferreira, Antonio Wolff e BernardoS, a mostra percorre temas como memória ambiental, saberes ancestrais, devastação ecológica e preservação dos ecossistemas, propondo uma leitura crítica sobre os impactos da ação humana no planeta.

A ocupação internacional do MuMA também ganha força com "PÓ (Polvere) - Vestígios de matéria, memória e laços invisíveis", com curadoria de Chiara Franceschini e Massimo Scaringella. Reunindo Davide Boriani, Julia Bornfeld, Matteo Mezzadri e Alberto Salvetti, a exposição investiga a crescente desmaterialização da experiência contemporânea e as relações entre memória, inteligência artificial, vigilância, dados e tecnologia. A poeira, elemento central da mostra, transforma-se em metáfora dos vestígios que persistem em uma sociedade cada vez mais digitalizada.

Na Sala Poty Lazzarotto, "Relações nômades da visão", com curadoria de Massimo Scaringella, amplia esse debate ao reunir artistas da América Latina, Europa e Ásia em torno das transformações do olhar na era do big data e das ecologias digitais. A exposição articula instalações, linguagens experimentais e processos participativos para refletir sobre tecnologias, memória, ativismo e novas formas de percepção do mundo contemporâneo. Participam, os artistas Oltsen Gripshi, Milot, Karina Chechik, Luciana Abait, Virginia Ryan, Karina Amadori, Coletivo Duas Marias, Ela Soares, Brugnera, Jeremiah Chechik, Lucas Goubert, Shen Cai, Zhang Quan, Wang Shaoqiang, Lai Junjie,  Feng Xiaorui, Yan Yu, Sebastian, Baatarzorig Batjargal e Nomin Bold. Curadores convidados: Lin Shuchuan e Gu Zhenqing.

As quatro exposições dialogam diretamente com o conceito LIMIARES, eixo central da 16ª Bienal de Curitiba. Entre corpo e código, natureza e tecnologia, memória e futuro, as mostras propõem experiências capazes de deslocar o olhar e criar novas possibilidades de conexão entre arte e cotidiano.

Para Flávio Carvalho, esse talvez seja um dos principais papéis da arte contemporânea. "Vivemos um tempo em que somos constantemente atravessados por informações, imagens e urgências. A arte nos oferece a possibilidade de interromper esse fluxo e experimentar outras temporalidades. Talvez seja justamente aí que esteja sua maior potência."

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea. 

SERVIÇO Exposições MuMA – 16ª Bienal Internacional de Curitiba                                 Abertura: 13 de junho de 2026 Horário: a partir das 10h

Local:
Museu Municipal de Arte (MuMA) - Portão Cultural - Av. República Argentina, 3430 Entrada gratuita

Exposições:
Pequenos Resets
Dados Danos Desterro
PÓ (Polvere) - Vestígios de matéria, memória e laços invisíveis

Relações nômades da visão Mais informações: @bienaldecuritiba www.16bienaldecuritiba.org

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