VALDIR FRANCISCO EXPÕE LAMBREQUINS NA SEDE DO IPHAN DE CURITIBA

LAMBREQUINS DE VALDIR FRANCISCO

Durante a Semana do Patrimônio Cultural, em

sua programação, a Casa Domingos Nascimento Sobrinho – IPHAN/Curitiba, apresentará a exposição “LAMBREQUINS”, do artista visual Valdir Francisco.

A mostra, terá sua abertura hoje, dia 15 de Agosto, hoje, às 19h, apresentará obras em cerâmica, gravuras e peças de colecionismo do acervo pessoal do artista. 

No decorrer das duas últimas décadas, impulsionado pelo forte senso de observador, Francisco têm buscado na arquitetura de Curitiba, substrato para seus trabalhos. Fez da admiração pelo desenho ornamentado, instaurado pelos europeus do final do séc. XIX na cidade, a busca por lambrequins e demais adornos que ainda sobrevivem em um pequeno universo de moradas. 

Recentemente, uma singular casa de madeira, com belos lambrequins e bela história - Casa Domingos Nascimento Sobrinho -, o despertou para o início de um novo ciclo de pesquisas, no qual a gravura em metal e litografia, técnicas em que Francisco possui fluência, trouxeram por meio da trama gráfica, nova elucidação sobre a casa e sua história.

Desta forma, a exposição “LAMBREQUINS”, faz uma união de tempos em que o artista incluirá peças originais de época, releituras em cerâmica de ornamentos anteriormente expostas no Museu Alfredo Andersen e gravuras produzidas nos últimos cinco meses.

Sobre a arte de Valdir Francisco escreveu o curador  Vinicius Buzzatto

Lambrequins – Valdir Francisco

Uma linha percorre a suntuosidade da forma que, em declive ao fim do ângulo, espelha-se e retorna, replicando rendilhada pelos beirais das moradas. Bordados em madeira, residem a prosa cultural do tempo. Ornamento este que contrapõe a lógica do desenho contemporâneo, e meio à paisagem urbana, convida-nos a repousar os olhares sob gotejos de história. 

Bem, as tramas ao véu da cidade não despertam a todos, porém, devemos atenção à pessoa de Valdir Francisco. 

Iniciamos assim, ao conceito de “lamperkijm”: palavra holandesa que dá origem ao francês “lambrequim”. Como dito em inúmeras pesquisas afora, refere-se a ‘adornos pendentes’ cuja função em sua origem, é a do escoamento da neve. Valorosamente perpetuada pelo estopim primaveril, a herança alemã, eslava e também italiana comparece e decide escoar águas em Curitiba desde o final do século XIX.

Em seu subtexto, sugere formas sutis da natureza. Ramas, orvalhos, cristais de gelo... Porém, na atenção de Francisco, toda proposta existente dos “lambrequins” une-se à inquietante aura de observador que o conduz, neste presente momento através da cerâmica, colecionismo e gravura, ao atributo fundamental, fonte de sua busca por melhor compreensão do espaço que habitamos.

Na cerâmica, Valdir Francisco expõe o apreço no decurso das cores, ao mesmo que o zelo pelas peças de época polidas ao tempo. No pujante ato de gravar diretamente o metal, bem como o gesto decidido que grava a pedra litográfica, admira a casa a qual expõe. Seus beirais cravejados e varandas que repousam sob os mesmos. Janelas e portas que experenciam o desenho, a tensão gráfica das texturas, do volume... mas sobretudo por realocar a sede do IPHAN, Casa Domingos Nascimento Sobrinho, em seu desejo de viver e reverenciar a razão da memória.                                                                 

Serviço: Exposição “LAMBREQUINS”, de Valdir Francisco   

Curadoria de Vinicius Buzzatto.
Local: Casa Domingos Nascimento Sobrinho – IPHAN
Rua José de Alencar, 1808 – Juvevê – Curitiba - PR
Abertura: 15.08.2023, das 19h às 21h
Período expositivo: 16.08 a 09.11.2023
Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, exceto feriados
Informações: (41) 3264-7971
Entrada franca.

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