VALDIR FRANCISCO ABRE AMANHÃ MAIS UMA EXPOSIÇÃO CASULOS POÉTICOS NO SOLAR DA GLÓRIA

VALDIR FRANCISCO ABRE AMANHÃ MAIS UMA EXPOSIÇÃO CASULOS POÉTICOS NO SOLAR DA GLÓRIA 

O artista paranaense Valdir Francisco desenvolve ao longo de muitos anos, objetos, esculturas, serigrafias, litografias, gravura em metal e instalações em torno do casulo do bicho-da-seda (Bombyx mori).  Agora reúne um conjunto de obras para mostrar ao público o que vem pesquisando e criando nos últimos anos. 

Por meio do fio, do casulo do Bicho da Seda, ele elabora um tecer em seu discurso poético que aliado ou agregado a outros materiais proporciona uma gama de possibildades visuais. 

Sobre ele: 
“...Essa busca incessante e rápida – como já visto e já mostrado em trabalhos anteriores dele – tem a ver com um objeto escolhido por ele para, a partir do qual, realizar sua busca: o casulo do bicho da seda. Há algo de sentimental nessa escolha, algo da memória emotiva dele, mas também algo de lógico: é a partir do casulo que se retira o fio, é a partir do fio que se produz um tecido, uma trama, é a partir da trama tecida que se produzem roupas ou utensílios, é a partir desses usos que se constrói toda uma narrativa humana, de trabalho manual, de vida, de necessidades, de sobrevivência, etc.”                                                                                                                                  
                          *Benedito Costa Neto, para o catálogo da exposição coletiva A Imagem desconstruída, 2014. 

Passados alguns anos, 2014 a 2026, o artista tem participado de diversas exposições coletivas, e participado de salões de arte, a pesquisa segue viva em seu fazer artístico e contemporâneo, em busca permanente de uma conexão profunda com todos e com as coisas em nosso entorno e estar no mundo. 

Nesta exposição CASULOS Poéticos, a curadoria e texto de apresentação são de Rosemeire Odahara Graça

CASULOS POÉTICOS

O bicho-da-seda (Bombyx mori) é a larva de uma mariposa doméstica que produz um casulo para se proteger durante o seu processo de metamorfose. Alimentando-se de folhas da amoreira branca, esta larva tece um fio contínuo e resistente de proteína (600 a 1200 metros por casulo) ao longo de 2 a 3 dias, o qual é a base da indústria têxtil da seda.

A geometria do casulo e a singularidade de sua matéria-prima fascinam o artista visual paranaense Valdir Francisco há mais de duas décadas. Investigador atento das formas — tanto as orgânicas quanto as cinzeladas pelo homem —, Valdir mergulha nas infinitas possibilidades dessa fibra natural, convidando o espectador a uma imersão sensorial por esse universo.

Mestre do volume e da imagem seriada, o artista apresenta aqui um recorte de sua pesquisa, revelando a dualidade intrínseca do casulo: uma delicadeza quase paradoxal que guarda uma durabilidade protetora. É a forma uterina que abriga a vida em metamorfose. Nestas obras, o casulo estabelece diálogos sutis com elementos da sericicultura, propondo uma reflexão profunda sobre a repetição do singular e os ciclos perenes da existência.

Rosemeire Odahara Graça
Professora de História das Artes - Faculdade de Artes do Paraná da
Universidade Estadual do Paraná

Abertura da exposição CASULOS Poéticos de Valdir Francisco, artista paranaense, será realizada no Solar da Glória, espaço administrado pela Fundação Cultural de Curitiba, amanhã, dia 16 de Abril, às 19 horas, na Av. João Gualberto, 531 - Alto da Glória - Curitiba.  



Serviço: exposição de arte: CASULOS Poéticos - Valdir Francisco
Data: 16/04/2026 - quinta-feira, às 19 horas
Exposição: de 17/04/2026 a 3/06/2026
Entrada Franca
Horários de visitação: de terça a sexta-feira das 9 às 12h. Sábados das 9 às 14h
Solar da Glória - Av. João Gualberto, 531 - Alto da Glória - Curitiba



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