sábado, 6 de dezembro de 2014

LIVRO, UMA OPÇÃO DE PRESENTA NO NATAL

Livro, uma boa opção de presente no Natal! 

Com a chegada do Natal, as comemorações se completam com as diferentes formas de presentear amigos, parentes e colegas. E a chegada de um novo ano traz renovação e vontade de colocar em prática velhas ideias e projetos. Para o escritor Cezar Tridapalli, os livros podem ser uma boa opção de presente para o fim do ano, pois atendem essa expectativa de recomeço. “As pessoas passam os dias se afogando em rotinas, e no fim do ano fazem promessas, expressam o desejo de serem diferentes. Sendo assim, que maneira melhor de reinterpretar a vida do que lendo um bom livro? Especialmente aqueles que trazem embates, conflitos humanos tão poderosos que nos chacoalham e que reverberam na nossa vida, no nosso jeito de ver o mundo, o outro e a si mesmo”. 

Para quem gosta de dar livros de presente, Tridapalli revela que, para ele, a ideia surge naturalmente durante a leitura. “Normalmente eu leio sem pretensão de presentear. Mas, no meio da leitura, me vêm à mente algumas pessoas que poderiam gostar daquelas palavras. Alguns meses atrás, li, por indicação do poeta e fotógrafo Ricardo Pozzo, o romance O Mundo, do espanhol Juan José Millás. Durante e depois da leitura, minha vontade foi ter uns três mil exemplares, para sair distribuindo a torto e a direito”.

A vontade de agradar o presenteado pode trazer dúvidas na escolha do livro, mas o autor afirma que não são os aspectos sociais que definem os gostos literários. “Acabei de ler o último romance do escritor britânico Ian McEwan, A balada de Adam Henry. É a história de uma respeitável juíza da Vara de Família que, diariamente, julga e decide a vida de muitas pessoas. Uma de suas principais tarefas é julgar o caso de um jovem de 17 anos que, com o apoio dos pais, se recusa a receber transfusão de sangue por causa das proibições impostas por sua religião. Trata-se de um romance que mostra o quanto podemos estar desarmados emocionalmente por mais que tenhamos mil experiências de julgamento da vida dos outros. Então, minha pergunta é: isso interessa a que tipo de leitor? A todo leitor disposto a se envolver emocionalmente, não importando se é marido, esposa, namorada, professor. Bons livros superam essa classificação”. 

      Segundo Tridapalli, sua obra é lida por pessoas de diferentes idades e de gêneros distintos, principalmente seu último romance O Beijo de Schiller, que é o atual vencedor do Prêmio Minas Gerais de Literatura. “A presença de um certo humor e a prospecção psicológica e existencial são coisas que chamam a atenção dos leitores, além das tramas propriamente ditas”, lembra Cezar. O escritor ainda comenta que ganha livros de poucas pessoas, somente daquelas que conhecem seus autores e temas prediletos.




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