quinta-feira, 3 de abril de 2014

TRAGICOMÉDIA: SE FOSSE FÁCIL, NÃO TERIA GRAÇA" no Paiol

“Se Fosse Fácil, Não Teria Graça” faz rir das dificuldades da esclerose múltipla

O ator Nando Bolognesi afirmou estar encantado desde o primeiro contato com a produção do Festival de Curitiba. "Uma produção impressionantemente, eficiente e atenciosa", disse. Ele deu entrevista coletiva à imprensa nesta quinta (3) no Memorial de Curitiba. O ator apresenta o espetáculo "Se Fosse Fácil, Não Teria Graça", na Mostra 2014, em que conta sua trajetória como ator e palhaço. O fato de sofrer de esclerose múltipla é tão somente um elemento a mais em sua história.

"O espetáculo não é lacrimoso. Muitos riem e poucos choram. Falo das limitações, mas a história é pontuada pelos momentos em que eu achei que tudo tinha chegado a um fim, quando, então, eu percebia que a solução era simples e eu podia seguir adiante." Segundo Bolognesi, o seu objetivo, com sua arte, é causar estranhamento nas pessoas, como o das crianças que veem tudo com frescor ou como quando voltou do estrangeiro e via o cotidiano das pessoas com quem sempre viveu com olhos diferentes. "Se Fosse Fácil, Não Teria Graça" virou livro que deve ser lançado depois da Copa do Mundo.

O espetáculo - O ator, diretor e palhaço Nando Bolognesi tem esclerose múltipla desde os 21 anos. No espetáculo "Se Fosse Fácil, Não Teria Graça", da Mostra do Festival de Curitiba, ele transforma a doença em comédia. Bolognesi enquadra o seu espetáculo na categoria sit down tragedy, um contraponto bem-humorado ao termo stand up comedy. "Nunca gostei de stand up comedy", diz.

Bolognesi usa a doença - degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante - a seu favor. Em sua montagem, o ator mostra como é possível superar dificuldades aparentemente intransponíveis como uma maneira de levar a vida além de seus próprios limites. Ele conta sua trajetória de superação com humor e oferece um relato engraçado, humano e comovente sobre como podemos transformar crises em alegrias, desafios e realizações.

Com 45 anos de idade, coleciona um grande currículo cênico, incluindo quatro anos de participação nos doutores da alegria e dez anos em cartaz como o palhaço Comendador Nelson no espetáculo “Jogando no Quintal”. Mais recentemente criou os “Fantásticos Frenéticos”, palhaços que visitam hospitais psiquiátricos. "Uma das coisas que a profissão de palhaço ensina é a ‘desdramatizar´ o mundo", diz.

Esta peça é o Bolognesi chama de "plano Z" para sua carreira de ator. Por causa da doença, precisou abandonar as companhias em que trabalhava e, agora, se mantém na sua vocação contando sozinho no palco os percalços que precisa superar, as soluções que encontra e como passou a ver o mundo.

O plano tem dado certo: as primeiras apresentações na Fundação Armando Alvarez Penteado (Faap) e num teatro do bairro Pompeia, em São Paulo, todas lotaram apenas com a divulgação de amigos no Facebook e a montagem vem sendo muito bem recebida, sempre resultando em choro e gargalhadas.

Resumo:  SE FOSSE FÁCIL, NÃO TERIA GRAÇA
Teatro Paiol  - Nos 3 e 4 de abril – 21h
www.festivaldecuritiba.com.br



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