ESPETÁCULO QUE CIRCULOU PELO BRASIL PROFUNDO É A ESTREIA DO FESTIVAL DE CURITIBA

Começa hoje à noite no Teatro Positico, com a peça "OS MAMBEMBES" com elenco ilustre e atores que compõe a cena do teatro e da televisão há anos. m, com


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FESTIVAL DE CURITIBA O MAIOR FESTIVAL DE TEATRO DO BRASIL E DA AMÉRICA LATINA                                                                                                                                      Hoje pela manhã tivemos a oprotunidade de ouvir as declarações dos atores e como surgiu a ideia de montar esse texto de 121 anos de Arthur Azevedo, um clássico.  

Foi durante uma conversa aparentemente despretensiosa que os atores (e produtores) Emílio de Mello e Cláudia Abreu descobriram que tinham um sonho em comum: fazer um espetáculo mambembe na rua, de graça, viajando pelo interior do Brasil, levando teatro onde nem sempre se tem acesso a ele.                                                                                           Eles estrearam em novembro do ano passado, em São Luís do Maranhão, e a partir daí viajaram por dez cidades de quatro estados, num ônibus que serve ao mesmo tempo de meio de transporte, cenário e camarim – e que quebrou algumas vezes pelo caminho.                  

Em uma dessas paradas, chegaram a reunir três mil pessoas em torno de uma praça. “Existe uma demanda, uma carência enorme no interior do Brasil. Não se gosta só de música. Se você oferece alguma coisa, as pessoas vão. É só abrir uma janelinha”, comentou o ator Orã Figueiredo, durante a entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 24, na Sala de Imprensa Ney Latorraca, no Hotel Mabu.                                                 

É neste momento que eu cumpro a minha função como o ator, fora do mercado, fora da lógica da minha carreira. Eu amo o público, tenho um carinho muito grande por ele. Entro em cena querendo abraçar cada um ali.”

Para Leandro Santana, a peça quebra a “ideia estranha” de que o teatro é algo “encastelado”, possível de ser acessado por poucas pessoas. “Ninguém precisa pensar com que roupa vai ou como deve se comportar. Por isso, " Os Mambembes"  fala do que realmente é importante no teatro.”
O grande diferencial dessa montagem pelas cidades do interior do país, é que em cada localidade, um ator local participa da apresentação, sendo também um momento de conhecimento e interação com a comunidade local e suas dificuldades e fazer cotidiano de cada um. Que via de regra está tendo contato pela primeira vez com um espetáculo teatral. Exibido em praça pública.
Sendo assim, o elenco ganhava o acréscimo de um ator local, e ainda fazia questão de promover rodas de conversa com os coletivos de cultura do lugar. “É uma aventura incrível, muito rica”, definiu Deborah Evelyn. “E a gente também consegue perceber como as dificuldades de artistas brasileiros em diferentes lugares são praticamente idênticas”, continuou o colega Leandro Santana.
Ali, na praça, encontramos pessoas que pela primeira estão entrando em contato com o teatro”, continuou Cláudia Abreu. “E estamos desprotegidos, de uma maneira positiva. Pode chover, alguém gritar, passar um bêbado, um cachorro.”
Por ora, ninguém ainda foi agredido por um cão ou mordido por um ébrio, mas o patrocínio do Instituto Cultural Vale, que financiava as viagens pelo “interior, do interior, do interior” acabou. Nesta noite, o espetáculo acontece pela primeira vez em um palco, como parte da abertura da 33ª edição do Festival de Curitiba. Depois, segue pro Rio de Janeiro e pra São Paulo, também no tablado.
“Estamos, além de muito nervosos, muito honrados. Eu participei do início do Festival de Curitiba e é muito bom ver como ele cresceu lindamente”, relembra Orã Figueiredo. “A peça é uma comédia, a gente quer alegrar o público. É como uma cerveja gelada.
O sonho, porém, é conseguir dinheiro pra voltar a circular pelos rincões perdidos do Brasil profundo. E surpreender um pessoal que vê um elenco tão estelar – que ainda conta do Paulo Betti, Julia Lemmertz e Caio Padilha – chegar numa cidadezinha. Em Santa Inês, no Maranhão, por exemplo, um pai não acreditou quando a filha disse que ia pegar carona numa moto pra ver a atração na praça da cidade. Desconfiado, o patriarca desaconselhou. “Não vai não, minha filha. É mentira. Eles não vêm aqui.”
Só que foram! 
Bóra lá conferir mais tarde no Teatro Positivo. 
Que se abram as cortinas o espetáculo vai começar!

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