ENTRE DUAS SALAS, BIENAL DE CURITIBA TRANSFORMA PASSAGEM DO MON EM EXIBIÇÃO DE ARTE
Obras de Fabianna Gabas Kallas e Froiid ocupam espaço de circulação com um oceano fragmentado e um Mineirão que vibra, aproximando questões como pertencimento, memória, fronteiras e exclusão Curitiba, agosto de 2026 | Entre a Sala da África e a Sala 1 da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer (MON), há um espaço que abriga duas obras de grandes dimensões, que interrompem o percurso e estabelecem entre si um contraste imediato. De um lado, “Seascape: o que nos separa é também o que nos conecta”, de Fabianna Gabas Kallas, constrói uma paisagem marítima fragmentada em azul. Do outro, “O pombo que escapa ao morcego ”, do artista mineiro Froiid, transforma o Estádio Mineirão em uma estrutura vibrátil, acionada por mais de 50 horas de registros sonoros de torcidas organizadas. A aproximação é sobretudo visual no primeiro encontro. Enquanto “Seascape” se expande pela superfície e remete à fluidez do oceano, a instalação de Froiid se impõe como arquitetura, volu...