A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), registrou uma queda de 15,5% no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Semana Epidemiológica (SE) 29, em 27 de julho, se comparada ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do cenário de redução dos casos, a Sesa reforça que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) são fundamentais para proteger a população, principalmente os grupos prioritários, crianças entre seis meses e seis anos e pessoas com idade acima de 60 anos, além das gestantes.
“Este dado positivo tem relação direta com a imunização. Até o momento, o Paraná aplicou mais de 2,9 milhões de doses anuais da vacina contra Influenza, desde o mês de março, e ela segue disponível em mais de 1,8 mil salas de vacinação, para a população geral. A queda nos casos só reforça a efetividade e a importância da imunização, inclusive daqueles mais vulneráveis às complicações da gripe como crianças, idosos, gestantes e profissionais da saúde”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
A vacinação foi ampliada para a população geral no dia 29 de junho, após pactuação entre a Sesa e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), que representa os 399 municípios do Estado.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave não é uma doença única, mas uma complicação perigosa de gripes e outras infecções, e pode causar forte falta de ar, queda no oxigênio do sangue e lesões nos pulmões. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são fundamentais para proteger a população, principalmente os grupos prioritários, dessas infecções respiratórias, reduzindo hospitalizações, complicações e mortes. Elas são seguras e gratuitas e estão disponíveis nas unidades de saúde em todo o Paraná.
Até 27 de julho, foram aplicadas 2.955.450 doses em todo o Estado, sendo 1.106.053 em idosos com mais de 60 anos e 413.221 em crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grupos que são prioritários para o recebimento da vacina porque apresentam o maior risco de complicações por SRAG.
BALANÇO DOS CASOS DE SRAG NO PARANÁ - De acordo com o boletim epidemiológico da Sesa-PR, o Estado registrou 15.999 casos de hospitalização por SRAG em 2026, número abaixo do registrado em 2025 quando foram registrados 18.944 casos no mesmo período. A Regional de Saúde de Cornélio Procópio, no Norte do estado, foi a que apresentou a maior redução de casos de SRAG neste boletim - 54,4%. Já a Regional de Saúde de Toledo, no oeste, apresentou a menor redução de casos de SRAG - 1,5%.
“A equipe do SIVEP-Gripe observa que, com o fim de julho, costuma passar o período mais crítico de casos. Porém, ainda assim o inverno segue até o fim de agosto e os cuidados não podem ser diminuídos por conta de uma eventual temperatura mais amena. A intenção é diminuir sempre a circulação do vírus e, para isso, é pela vacina”, recomendou o secretário.
No mesmo boletim, a faixa etária com mais hospitalizações por Influenza foi entre crianças até 6 anos de idade, somando 708 casos. Também destacam-se as hospitalizações nas faixas etárias acima de 60, 70 e 80 anos, com respectivamente 220, 314 e 418 casos registrados, sendo esta última faixa etária a que conta com o maior número de óbitos pela doença. A soma total de casos, considerando todas as faixas etárias, foi de 2.564 casos na SE 29.
VACINÔMETRO DA INFLUENZA - A cobertura vacinal do Paraná entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos) está em 52,55%, acima da média nacional que é de 44,72%, e a meta é atingir 90% desse público até o final do ano, o que representa 2.960.260 paranaenses. Já as gestantes continuam apresentando a maior cobertura vacinal até o momento, no Paraná, com 75.482 doses aplicadas e 76,77% de cobertura. Em seguida aparecem os idosos, com 1.103.324 doses aplicadas e 52,83% de cobertura, e as crianças, com 376.910 doses, atingindo 48,73%.
Além dos grupos de maior risco já citados, a campanha tem como público-alvo profissionais de saúde, puérperas, povos indígenas, pessoas em situação de rua, professores e trabalhadores da educação dos ensinos básico e superior, assim como integrantes das forças de segurança e salvamento e militares das Forças Armadas. Também estão incluídas pessoas com deficiência permanente ou doenças crônicas e condições clínicas especiais, além de caminhoneiros, portuários e trabalhadores do transporte, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, bem como jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas.
PREVENÇÃO - Além da vacinação, nunca é demais adotar medidas simples e eficazes que ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios no dia a dia. A Secretaria reforça a adoção de bons hábitos como a higienização frequente das mãos - com água e sabão ou álcool gel -, a utilização de lenços descartáveis para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, manter os ambientes bem ventilados e garantir a hidratação do corpo com ingestão constante de líquidos.
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