MOMENTO SAÚDE E BEM-ESTAR: Quando a radioterapia precisa de anestesia?

MOMENTO SAÚDE E BEM-ESTAR: Quando a radioterapia precisa de anestesia? Entenda em quais casos o suporte é indicado

A atuação de anestesiologistas também impacta diretamente na qualidade técnica do tratamento

Embora frequentemente associado às salas de cirurgia, o anestesiologista também atua em tratamentos oncológicos como a radioterapia. Em determinadas situações, sua presença é fundamental para assegurar imobilidade, reduzir desconforto e garantir a precisão da aplicação da radiação. 

Durante a radioterapia, é essencial que o paciente permaneça completamente imóvel por alguns minutos, garantindo a precisão da dose e a proteção dos tecidos saudáveis. Em situações específicas – como no caso de crianças, pacientes com tendência à ansiedade intensa, que podem apresentar sintomas como claustrofobia, dor importante ou limitações cognitivas –, essa condição de imobilidade só é possível com o suporte anestésico.

As anestesiologistas do Oncoville são responsáveis pela avaliação pré-anestésica, identificando riscos clínicos, comorbidades e o uso de medicamentos contínuos. E a partir dessa análise será definida a estratégia de anestesia mais adequada, considerando que o tratamento radioterápico pode ocorrer em sessões diárias e repetidas”, aponta a médica anestesiologista Thays da Rosa Moreira, do Oncoville.

Ao longo de cada aplicação, a profissional realiza monitorização contínua dos sinais vitais, como frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e ventilação, assegurando estabilidade clínica ao longo do procedimento. Além disso, está preparada para o manejo imediato de intercorrências, como reações adversas ou alterações respiratórias.

A atuação das anestesiologistas do Oncoville também impacta diretamente na qualidade técnica da radioterapia. Ao garantir conforto e imobilidade, contribui para um posicionamento preciso e reproduzível sempre que necessário, fator determinante para o sucesso do tratamento.

Dra. Thays Moreira destaca a importância da anestesia geral em crianças pequenas, uma vez que é preciso garantir que elas não se mexam durante a sessão de radioterapia e assim assegurar a qualidade do tratamento. De acordo com a médica, a anestesia também é bastante usada em procedimentos de braquiterapia, principalmente, no tratamento do câncer do colo do útero, do endométrio e de tumores ginecológicos localizados. “Como é realizada a inserção de aplicadores, que conduzirão a fonte radioativa até o local de tratamento (do tumor), o procedimento pode ser incômodo ou doloroso, por isso é recomendada a anestesia. A indicação dependerá do quadro clínico da paciente e também do tipo de procedimento”, cita.

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