MOMENTO SAÚDE E BEM-ESTAR: Vida depois do infarto: tratamento que reduz novas internações ainda é pouco conhecido pelos brasileiros
MOMENTO SAÚDE E BEM-ESTAR: Vida depois do infarto: tratamento que reduz novas internações ainda é pouco conhecido pelos brasileiros
Reabilitação cardíaca vai muito além dos exercícios físicos e pode ser decisiva para recuperar a qualidade de vida após um evento cardiovascular; Hospital Cardiológico Costantini alerta que o cuidado não termina quando o paciente recebe alta

Receber alta hospitalar após um infarto costuma ser interpretado como o fim de uma etapa difícil. Mas, para os cardiologistas, é justamente nesse momento que começa uma das fases mais importantes do tratamento. Apesar de ser recomendada pelas principais diretrizes nacionais e internacionais, a reabilitação cardíaca ainda permanece pouco conhecida pela população e, muitas vezes, acaba sendo negligenciada por pacientes que acreditam que o procedimento realizado no hospital, como um cateterismo ou a implantação de um stent, resolveu definitivamente o problema.
Segundo a cardiologista Dra. Bianca Maria Prezepiorski, do Hospital Cardiológico Costantini, essa percepção está entre os principais obstáculos para uma recuperação completa.
"Muitas pessoas acreditam que o tratamento termina quando recebem alta ou quando o stent é implantado. Na realidade, aquele procedimento resolveu um evento agudo, mas a doença cardiovascular continua existindo. A reabilitação cardíaca é a etapa que ajuda o paciente a reduzir o risco de novas complicações, recuperar a capacidade física e voltar a viver com mais segurança e autonomia."
Muito além da prática de exercícios, a reabilitação cardíaca é um programa estruturado e supervisionado por uma equipe multidisciplinar. Ela reúne treinamento físico individualizado, acompanhamento médico, educação sobre fatores de risco, orientação nutricional, ajuste de medicamentos e suporte psicológico, tratando o paciente de forma integral. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da American Heart Association apontam que esse modelo reduz reinternações, melhora a capacidade funcional, aumenta a qualidade de vida e está associado à redução da mortalidade cardiovascular.
O medo que afasta pacientes da recuperação Depois de um infarto ou de uma cirurgia cardíaca, o receio de fazer esforço físico é frequente. Muitos pacientes acreditam que qualquer atividade poderá provocar um novo evento cardíaco.
Para a especialista, esse é um dos mitos mais perigosos.
"O exercício realizado de forma orientada é justamente uma das ferramentas mais importantes para fortalecer o coração. O que representa risco é permanecer sedentário por medo. Durante a reabilitação, cada paciente passa por avaliação individual e realiza atividades compatíveis com sua condição clínica, sempre com monitoramento e segurança."
Outro equívoco comum é acreditar que será preciso abrir mão definitivamente de uma vida ativa.
"O objetivo da reabilitação não é limitar o paciente. Pelo contrário: é devolver independência, confiança e qualidade de vida. Muitas pessoas voltam a caminhar, viajar, trabalhar, praticar atividades físicas e retomar projetos que imaginavam ter perdido para sempre."
Recuperar hábitos é tão importante quanto recuperar o coração Além do condicionamento físico, a reabilitação trabalha aspectos que frequentemente contribuíram para o desenvolvimento da doença cardiovascular, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, estresse, obesidade, hipertensão, diabetes e colesterol elevado.
Por isso, cada etapa do tratamento é planejada para estimular mudanças permanentes no estilo de vida.
"Não basta tratar a artéria. É preciso tratar a pessoa. A reabilitação ajuda o paciente a compreender sua doença, participar ativamente do tratamento e desenvolver hábitos que reduzem o risco de um novo infarto ou da progressão da insuficiência cardíaca."
Estrutura especializada para acompanhar toda a jornada do paciente No Hospital Cardiológico Costantini, a reabilitação cardíaca faz parte de uma linha de cuidado que acompanha o paciente desde a internação até o retorno às atividades cotidianas.
A estrutura reúne programas de exercícios supervisionados na Academia do Coração, acompanhamento com nutrição clínica, orientação multiprofissional e iniciativas como o Clube do Coração, voltado à educação continuada, incentivo à adesão ao tratamento e fortalecimento dos hábitos saudáveis.
Segundo a Dra. Bianca, um dos grandes desafios ainda é fazer com que os pacientes compreendam que a reabilitação não é um complemento opcional, mas parte essencial do tratamento.
"Assim como ninguém interrompe um antibiótico antes do tempo, também não faz sentido abandonar a reabilitação quando o paciente começa a se sentir melhor. É justamente a continuidade desse acompanhamento que consolida os resultados conquistados e protege o coração no longo prazo."
Embora os benefícios sejam amplamente comprovados pela ciência, estudos mostram que a participação em programas de reabilitação cardíaca ainda está abaixo do ideal em diversos países, tornando a conscientização da população um dos principais desafios da cardiologia contemporânea.
Reabilitação cardíaca: quem deve fazer? A reabilitação cardíaca é indicada, entre outros casos, para pacientes que tiveram:
- Infarto agudo do miocárdio;
- Angioplastia com implantação de stent;
- Cirurgia de revascularização do miocárdio (ponte de safena);
- Insuficiência cardíaca;
- Troca ou reparo de válvulas cardíacas;
- Algumas cardiopatias crônicas, conforme indicação médica.
Mitos e verdades
"Depois do infarto, o coração não aguenta exercícios."
❌ Mito. Exercícios supervisionados fazem parte do tratamento e são prescritos de acordo com a condição clínica de cada paciente.
"Quem colocou stent já está curado."
❌ Mito. O stent trata uma obstrução específica, mas não elimina a doença cardiovascular nem seus fatores de risco.
"A reabilitação melhora a qualidade de vida."
✅ Verdade. O programa aumenta a capacidade física, reduz sintomas, favorece o retorno às atividades diárias e está associado a menor risco de novas internações e eventos cardiovasculares.
Sobre o Hospital Cardiológico Costantini - Fundado pelo médico cardiologista Dr. Costantino Costantini, há 28 anos, o Hospital Costantini é referência em atendimento cardiológico de alta complexidade, com destaque para a excelência em cardiologia. Localizado em Curitiba (PR), o hospital alia tradição, inovação e atendimento humanizado, sendo reconhecido por sua estrutura moderna, equipe especializada e compromisso com a vida. Ao longo de sua história, consolidou-se como centro de referência em diagnósticos e tratamentos de urgência, com tecnologia de ponta e foco na qualidade assistencial.
Mais informações podem ser obtidas em: https://hospitalcostantini.com.br, ou pelo telefone: (41) 3013-9000
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